A corrupção nossa de cada dia

CORRUPÇÃO NOSSA DE CADA DIA

Texto por: Anderson Torquata

É fácil ter dificuldades de usar um serviço público, mais fácil ainda é apontar o dedo pra algum culpado por essa dificuldade e digo mais, ainda mais fácil é conseguir um bom público que partilhe desta ideia.

Realmente existem muitas facilidades em se apontar um problema, mas será que estamos apontando o dedo na direção certa? Será que estamos encontrando verdadeiramente a raiz do problema? De onde vem tanta maldade para que o sangue seja tão frio que não lhes forneça um peso na consciência a cada ato corrupto, e porque então conseguem enxergar as consequências desses mesmo atos?

Na verdade quem são eles e quem somos nós? É a pergunta, de fato a única pergunta que deve ser feita. Hoje se me perguntam minha opinião sobre o atual governo eu respondo sem medo das críticas que sou parte de um todo que não olha para o próprio nariz, mas que ergue a cabeça e aponta o nariz para o próximo, afinal é mais fácil enxergar o cisco no olho do vizinho do que ver a remela gigante que está quase nos cegando.

Quem nunca jogou um chiclete pela janela? Pegou um panfleto de um entregador e jogou no chão na primeira esquina? Quem nunca disse uma meia verdade? Ou tentou se beneficiar da omissão de alguma informação para conseguir algo? Já dizia o velho ditado, omitir não é mentir (mas não deixa de ser uma lesão ao próximo eu acho).

Se você já fez coisas do tipo ou um pouco piores você não faz mais parte do nós e sim do eles, porque em nossa filosofia cotidiana nós somos perfeitos e não cometemos erros, apenas ELES os cometem.

Volto a perguntar quem somos nós e quem são eles?

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