A garota do sorriso mortal II

Escrito por: Anderson Torquata

Continuação…

A noite terminou e logo cedo, no dia seguinte, ele já estava pronto para seguir seu caminho de volt pra casa, sua única tristeza era não ter encontrado a garota que tanto o encantou. Sua única lembrança era o sonho que ele teve naquela madrugada onde ele a encontra e ela diz q sabia q o reencontraria um dia, e pediu desculpas por não estar na festa com ele, mas que ele merecia porque o abandono que deu a ela era muito maior, mas ela o amava e eles se amaram. Ele não entendeu nada do sonho mas adorou poder ver aquele sorriso uma última vez.

Seguiu viagem no horário programado, rigoroso como era em seus compromissos, pretendia chegar de meia hora a uma hora mais cedo do que o previsto para poder se aprontar para o início de mais uma semana normal de cidade grande.

No caminho enquanto tentava não pensar na possibilidade de ter deixado para trás uma chance de grande amor, se distraiu em sua moto perdendo o equilíbrio e invadindo a pista do sentido inverso, apavorado tentou se equilibrar de volta mas era tarde um carro que com muito custo desviara dele o assustou e o fez perder de vez todo o equilíbrio e caiu se chocando de cara no asfalto e sentindo a forte pancada da moto que vinha por cima dele, e foi a ultima coisa que sentiu antes de acordar numa cama de hospital pela manhã de algum dia.

Quando abriu os olhos avistou uma enfermeira que arrumava algo ao lado da cama que se espantou com o pequeno movimento de pescoço do rapaz.

-Não, não, você não pode se mexer descanse você dormiu por uns dois dias, o acidente não foi tão grave mas você bateu com a cabeça e perdeu a consciência antes mesmo de tudo acabar, mas como eu prometi a você, jamais deixarei de te proteger.

-Como? O que a senhora disse? A senhora me conhece? Onde eu estou?- ele perguntou mas não obteve resposta, ela virou sorriu, com aquele sorriso que ele tanto amava e no mesmo instante alguém entrou no quarto e notou com alegria que Denis estava consciente.

Imediatamente Denis olhou para a porta e viu que o médico entrava jubiloso no quarto por vê-lo acordado e nesse instante em que o jovem se distraiu olhando para o médico ele ouviu uma risada feminina quase em concordância com a alegria do médico quando se virou novamente para ver o porque ela ria, não encontrou nada, não tinha ninguém além dele e do médico no quarto.

-O que houve rapaz parece assustado, está sentindo alguma dor?

-Não, eu pensei ter ouvido algo, para onde foi a enfermeira que estava comigo?

-Enfermeira? Eu estava na sala a meio minuto com você, vim fazer alguns exames e saí para buscar um copo d’água e quando retornei você estava acordado.

-Mas eu estava agora com uma enfermeira?

-Você deve estar cansado, vou te deixar descansar um pouco logo alguém vai vir te examinar novamente, pensei que demoraria mais pra acordar, descanse meu filho.

O rapaz contrariado, viu a porta se fechar e ficou alguns minutos em silencio pensando, quando novamente a porta se abriu.

-Olá, demorei?- disse a enfermeira que voltava com alguns curativos pra trocar, e uma bandeja de medicamentos que ele iria receber direto na veia. Ela estava um pouco espantada pois seria a primeira vez com ele acordado, mas ela parecia saber o que estava fazendo, pois rapidamente se ajeitou ao lado dele e começou o procedimento.

Denis continuou pensativo e confuso com tudo, pois não conseguia se lembrar de muita coisa só de uma cidadezinha de onde acabar de sair pegando a rodovia de volta pra casa, alguns minutos depois tudo já tinha acontecido e Denis voltou sua atenção para seus novos curativos enquanto a enfermeira colocava os novos medicamentos, ele puxou assunto enquanto ela arrumava tudo para levar embora e se interessou na história q seu jovem paciente lhe contava, mas não disse uma só palavra o tempo todo.

Denis terminou seu relato até onde lembrava e quando a enfermeira se despediu, parou na porta e deu um sorriso antes de ir embora, imediatamente Denis reconheceu aquele sorriso e sem acreditar no que via começou desesperadamente a chama-la, e quanto mais chamava mais alto ele ouvia a voz da enfermeira que dizia, eu disse que iria cuidar de você pra sempre.

O médico adentrou espantado a sala e perguntou o que houve Denis tentou explicar mas as palavras se embolavam em sua boca então ele decidiu contar toda a história também ao médico que lhe contou sobre uma moça que conquistava viajantes nas estradas e todos só lembravam do sorriso dela, ele disse que não era verdade era apenas uma história contada para que rapazes abusados não mexessem com as moças que passavam por lá, mas que era legal ver que uma coincidência tão grande se apresentava naquele instante, mas ele pediu que o rapaz descansasse afinal nunca existiu uma cidade chamada Vila Bela, muito menos esse costume estranho de comemorar com festa o dia de finados.

– Descanse rapaz, descanse em paz. – e com um sorriso fechou a porta.

Leia a Primeira parte de A GAROTA DO SORRISO MORTAL

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