A gente e essa mania de chamar isso de amor

Você chegou, com esse jeitinho todo peculiar, bem na sua, um jeito tanto quanto misterioso, um menino magro, de olhos castanhos escuros, cabelo escorrido no mesmo tom, um metro e sessenta e três, bom, talvez uma paixão à primeira vista! Esse foi o início do que denominamos de amor.
Tão ingênuo, me perdi, me apaixonei, me perdi em você, desenvolvendo um sentimento mais intenso e mais puro que já conheci, o denominado amor.
Eu sinceramente não sei mais o que estamos fazendo, alguns momentos sinto te amar, em outros, sinto que o melhor a se fazer é te esquecer, deixar aquele amor que eu sinto passar, porque afinal, eu mereço ser amado, mereço receber o amor que tento dar aos outros…
Não, não é que não tenha amor, precisamente hoje, vejo que estou longe de ser prioridade, os bons dias, não são calorosos, a companhia não é mais uma questão, tudo está diferente, tudo está mudado, tudo caiu na rotina e isso me sufoca. Talvez essa bagunça seja tudo culpa minha, afinal, querer reviver o que já faz parte do passado, não nos acrescenta mais em nada, novos planos, novas metas fazem parte de nós.
Talvez eu nunca deveria me colocar em um local tão apertado e ruim em sua vida, eu mereço mais, porque já tive mais de você e não estou disposto a aceitar menos.
Minha concepção de amor não se estragou por aqui, um beijo vibrante de amor, sempre sinto quando estou apaixonado, sei que um dia voltarei a sentir, afinal, amo me apaixonar e ficar em êxtase…
Desejo do fundo do meu coração que se encontre e encontre o amor da sua vida, mas infelizmente não posso continuar, me machuco sozinho, talvez quando o amor passar seja mais seguro voltar, para eu não me machucar.
Bom conheci o amor em sua melhor forma e em sua pior forma, gostaria apenas de agradecer “isso” que a gente chama de amor, me trouxe maturidade para seguir e entender que me afastar foi o melhor que eu fiz para não me machucar.

 

Escrito por: Bruno Lindolpho

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