MUNDOS

MUNDOS

Escrito por: Airton Cortez

Por muitas vezes amei pessoas que nunca me deram o devido valor. Amei pessoas que fez com que eu abandonasse família e amigos por elas. Amei sem medo de me arriscar e sem medo de errar. Mas por amar tanto, não recebia nada que me valorizasse, em troca, me vinham amores bandidos, falsos, amores de “status”. Por vezes recebia falsidade, exigências e cobrança; por vezes não me aceitavam pelo jeito que eu era buscando assim uma maneira de me moldar e me modificar.

Em vários momentos procurei alguém que me desse amor, atenção, carinho, segurança e um novo sentido na vida. Procurei por alguém que me ouvisse e me ajudasse quando eu precisasse; alguém que cuidasse de mim. Mas não encontrava ninguém.

Sempre me cobrava, exigia o máximo de mim mesmo, me interrogava, tentando saber o eu havia de errado e tentava saber o que estava faltando. Aliás, eu sempre mergulhava de cabeça em algo e dava o melhor de mim, mas ainda assim, sempre queria saber o que estava faltando. O que havia de incorreto? O que tinha de errado?

Por vezes me aventurei em mundos que me satisfaziam por segundos. Por mundos que eu jamais imaginei estar e viver. Por segundos de satisfação e realização entrei em lugares que não deveria ter colocado meus pés. Sei que com isso fui falho comigo mesmo. Pois após esses segundos de puro prazer eu pensava:

-“O que estou fazendo com minha vida?”.

Mas mesmo assim não me vinha nenhuma resposta, mas que para mim a única resolução para isso, era me prender em meu quarto, em meu mundo. Achava que se eu ficasse parado e trancado, sozinho, tudo iria se resolver. Enganei-me. Errei novamente. Acabei caindo em um mundo depressivo, sem nenhuma ajuda e sem nenhum apoio. Mas que por vezes, pensei em morte, parar de viver, em certos momentos, para mim, era a solução mais sensata a se tomar. Aliás, ninguém se importava comigo, do que adiantaria continuar vivo? E lá estava eu entrando em um novo mundo. O mundo da desilusão da vida, desilusão do amor, só queria mesmo era morrer.

Por muito tempo nada me alegrava; nada me satisfazia, não tinha animo para mais nada e nem para sair do meu cubo, da minha caixa de ilusões. Nada mais me prendia a esse mundo (real).

Apesar de achar que ninguém me amava e não se importava comigo, tinha meus amigos, que de alguma forma, arrumavam uma maneira para me ver sorrir e fazer com que eu se esquecesse do que estava acontecendo. Por várias vezes eu dava um sorriso falso, só para que eles achassem que eu estava bem. Mas assim que me deixavam, tudo voltava como antes, tudo ficava escuro novamente. Tudo o que eu mais queria era realizar um sonho, ser feliz, amar e ser amado.

Dias e noites se passavam e aos poucos fui me libertando desse mundo negro, me libertando desse lado negro e sem vida. Resolvi tentar novamente; resolvi viver e viver sem.

Medo das consequências; resolvi ser feliz, independente a opinião alheia e das criticas. Só queria mesmo era realmente ser eu. Resolvi viver no mundo “real”.

Mundo “real”, sem ilusões, sem medo de errar e se caso errasse não seria mais um erro qualquer e sim mais uma experiência adquirida. Mas ilusões viriam com certeza, mas não me abalariam apenas me deixariam mais forte.

Comecei a dar valor nos amigos verdadeiros, nos que realmente se importavam comigo. Dei valor às coisas boas da vida, como: sorrir sem motivos, abraçar pessoas que amo e retribuir o amor que elas me davam e descobri que o melhor jeito de ser feliz é não se importando com o que as pessoas dizem.

E por fim encontrei alguém que me desse valor, amor, carinho, atenção e que cuidasse de mim. Encontrei o amor. Encontrei alguém que me deu um novo sentido e folego de vida. Pois quando há alguém do seu lado para lutar – não ficará mais fácil – tudo ficará mais fraco, perto da força que os dois unirão. Tudo será um degrau a ser conquistado com muita luta e fé. Então de tudo resta uma lição: Arrisque-se, tente, erre e viva; não viva de modo que sua presença seja notada, mas de modo que sua ausência seja sentida. E viva no mundo em que o que realmente importe seja a sua felicidade, independente de como for e que o único prazer que queira sentir, seja o de viver.

DIVEins divefca

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *