Crítica de Star Trek: Sem Fronteiras

Star Trek, ou Jornada Nas Estrelas para os nostálgicos, está no terceiro episódio da série reiniciada em 2009 por J.J. Abrams. Após dirigir os dois primeiros filmes, J.J. vai para a produção e deixa a direção a cargo de Justin Lin, mais conhecido por dirigir e produzir filmes da franquia Velozes e Furiosos. A mudança de direção é notável, os flares excessivos de J.J. Abrams ficaram de fora e as cenas de ação parecem mais impactantes.

O roteiro foi escrito por Doug Jung e Simon Pegg, que interpreta Scotty nos filmes. Neste capítulo, a Enterprise sai em uma missão de resgate, e acaba entrando em uma emboscada que põe em risco a vida da tripulação. Embora a história tenha mantido a linearidade e coesão com os filmes anteriores, não teve um plot forte, mostrando pouco do vilão e focando mais nas relações interpessoais dos personagens e suas personalidades.

Neste filme vemos um Capitão Kirk (interpretado por Chris Pine) muito mais maduro, que deixa de lado suas escolhas inconsequentes para agir de forma mais bem pensada. Do outro lado temos Comandante Spock (interpretado por Zachary Quinto), desorientado pela notícia da morte de seu homônimo (personagem da série clássica interpretado pelo falecido Leonard Nimoy).

As homenagens à série clássica sempre estiveram presentes nos filmes e sempre foram muito bem empregadas, porém, neste novo episódio acaba causando exaustão, não acrescentando nada à história. Um dos pontos fortes do filme é a interpretação dos atores, todos muitos bem centrados e com uma ótima sinergia. Cabe parabenizar também a implementação, mesmo que sutil, de uma mudança importante no personagem Sulu, que é apresentado como homossexual.

Mesmo com os pequenos erros, Star Trek: Sem Fronteiras continua com a qualidade da franquia e traz ótimos efeitos especiais. Importante ressaltar que uma franquia que sobrevive há 50 anos na cultura pop mostra o quanto seu poder de relevância é grande para a indústria. E esperamos que ela continue tendo uma vida longa e próspera.

Nota 07/10

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