Crítica do filme: Inferno

As principais obras de Dan Brown são conhecidas mundialmente por causarem desconforto com a igreja católica, os livros O Código da Vinci e Anjos e Demônios, juntamente com suas adaptações cinematográficas,  foram alvos de censura por parte da igreja por causa de seu conteúdo polêmico, que muitas vezes põe em cheque a reputação do catolicismo através da mistura de realidade e ficção. Neste ano, sem alarde, mais uma obra do autor chega aos cinemas, com o nome de Inferno.

Inferno conta mais uma aventura de Robert Langdon, vivido pelo sempre ótimo Tom Hanks. O simbologista professor de Cambridge acorda em um hospital de Florença, sem se lembrar dos últimos acontecimentos e, ao descobrir que sua vida está em risco, Langdon tenta fugir das pessoas que querem matá-lo ao mesmo tempo que tenta descobrir o enigma inserido na pintura de Botticelli baseada em A Divina Comédia de Dante, para impedir que uma arma biológica acabe com metade da população mundial.

Se em Anjos e Demônios há apenas uma pequena menção aos acontecimentos de O Código da Vinci (que na literatura vem depois da primeira obra citada), aqui em Inferno nada é dito ou referenciado, parecendo que o filme não é a continuação de uma saga e sim apenas uma história isolada, porém, o filme chega a se sustentar sem seus antecessores, uma vez que a história não mais lida com a igreja.

Entretanto, em comparação aos seus antecessores, Inferno perde um pouco da estética estabelecida anteriormente mesmo tendo na direção Ron Howard, o mesmo que dirigiu as outras adaptações. Tom Hanks mostra-se maior que o filme, carregando em sua interpretação o teor dramático necessário, contrastando com Felicity Jones que não consegue expor a carga emocional pedida por sua personagem.

Ainda que menos memorável, a trilha sonora de Hans Zimmer se mantém como um ponto forte dos filmes. A icônica trilha composta por violinos que determinou o tom enigmático e épico dos dois primeiros filmes retorna modificada,  com o acompanhamento de batidas que acompanham as notas dos violinos ao mesmo tempo que acompanham a ação do filme.

Embora com falhas de roteiro e edição, Inferno mantém a mesma lógica de seus antecessores: resolução de enigmas e um plot twist. Pode ser o menor das três adaptações lançadas, mas ainda assim vale as duas horas de entretenimento do filme.

Por: William Fernandes

Nota 07/10

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