Uma História da Diocese – Destino

Destino

Escrito por: Lucas Alves

Anos depois…

Amy foi crescendo sobre a tutela do Padre Matheus. Ele por “baixo dos panos” e com ajuda do seu amigo Nicolas conseguiu a guarda definitiva. A menina acreditava realmente ser parente do Padre. Amy se tornou grande amiga de André, filho da sempre curiosa Ágata. Ambos tinham Treze anos.

Dia qualquer…

Eles voltavam da Escola juntos. Moravam perto. Aliás, André morava na rua abaixo da Igreja.

André meio sem jeito.

— Amy, posso falar algo?

Amy tinha se tornado uma menina muito despojada e com pensamentos curiosos. Matheus alegava que a curiosidade dela poderia leva –lá a lugares sombrios e longe de Deus. Ela não se importava, tinha um espírito aguerrido e de uma líder nata. Ajudava todos os Domingos o Padre, o engraçado que ela gerenciava as Missas. Parecia um general, brincava algumas pessoas.

— Sim, André. Diga.

André ficava mais nervoso quando ela falava assim. Muita calma e segurança e olhos presos nos dela.

— Bem, sabe, não sei por onde começar…

— Vamos, desembucha! — Amy com um tom de irritação.

Respira fundo, olha para o Céu, tudo observado pelos olhos minuciosos da Amy.

— Você gosta de mim?

Amy respira profundamente, perdendo toda aquela segurança e seriedade que tinha mantido.

— É isso! Claro que eu gosto. Somos irmãos.

André mantém o sorriso. Não era está a resposta que desejava ouvir, tinha um amor que superava a barreira do seu coração, e com o tempo avançando, não conseguia mais lidar com aquilo como antes. Ambos se despedem. Amy nota que seu amigo andava agindo estranhamente. Naquele momento ignorou. Chegando na Igreja – Casa, vai para seu quarto e começa a ler um livro, ao qual pega no sono…

Naquela manhã de Sábado, Amy toma café com o seu Pai. Ela criou um laço tão forte pelo Matheus que o chamava de Pai. O amava muito. E o Padre devolvia na mesma intensidade. Depois do café, Amy foi organizar a Igreja. Naquele instante chega Dona Lúcia, esposa do Delegado. A mulher entra esquisita, com olhos inchados e uma apatia gigantesca.

— Bom dia, Amy. O Padre se encontra?

A menina tinha um faro para algo de ruim, desconfiava de tudo e todos…

— Sim. Está em seu escritório. — antes de terminar, Lúcia já foi na direção do escritório. — Bata na porta antes…

Amy nem foi ouvida.

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Dona Lúcia bate na porta. E já entra em seguida. O Padre já a esperava.

— Padre, não consigo mais. Fiz de tudo para engravidar, Deus não está – me ouvindo. Nicolas quer tanto um filho, e você deve saber, anos tentando e nada, a medicina diz que sou fértil, mas o que acontece Padre?

Matheus meio emocionado, até mesmo porquê, conhece a vontade de seu amigo em ter um menino…

— Dona Lúcia acredite sempre em Deus, ele vai interceder em nome da sua Família. Mas entenda que o tempo dele, é diferente do nosso, mantenha a fé e espere que Deus vai operar um milagre em tua vida e de seu marido.

Lúcia recebendo aquela mensagem abaixa a cabeça e começa a chorar em prantos.

— Não aguento mais isso, Matheus, até você, um Padre já teve um filho bastardo, e mesmo renegando aquela criança, Deus lhe deu uma segunda chance com Amy.

Matheus fica nervoso ao ouvir aquelas palavras.

— Dona Lúcia. Lúcia. Nunca mais repita isto aqui dentro. Isto não hora e nem local para trazer lembranças do passado. Do meu passado.

Lúcia notou que tinha sido infeliz na sua declaração.

— Desculpe, Padre.

Mais calmo e com a voz serena Matheus, se aproxima dela, pega nas suas mãos, e com a outra começa a tocar seu rosto, tirando as gotas de lágrimas dos seus olhos. Lúcia abraça calorosamente o Padre e se despede.

Assim que sai, Amy que tinha vigiado a sala desde o momento que a Dona Lúcia entrou, se aproxima da mulher meio chorosa.

— Tudo bem, Dona Lúcia?

Lúcia mostrava uma insatisfação na sua aparência, e acaba confessando.

— Nada demais Amy, eu queria engravidar do Nicolas, e não estou obtendo sucesso algum.  E não sei, tenho medo de perder meu marido por não lhe dar uma criança.

Amy abrindo uma larga felicidade, toca na barriga da Dona Lúcia.

— Tenho certeza que vai conseguir engravidar, irei colocar seu objetivo nas minhas rezas.

Dona Lúcia se despede.

Dois meses depois, Dona Lúcia retornar para Igreja, só que, naquele dia, estava com Nicolas, aquele casal emanava uma alegria expoente, procuravam o Matheus e Amy, e quando os encontrou, Lúcia descontrolada gritava…

— Matheus eu estou grávida. Eu estou grávida.

“Lembranças renascem e corrói a alma de um coração sem destino”

Continua…

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