Uma História da Diocese

Uma História da Diocese

Escrito por Lucas Alves

Em um dia chuvoso no bairro do Campo Limpo, existe uma Igreja bem cuidada pelo Padre Matheus. Neste mesmo dia, enquanto Matheus estava fechando as janelas por causa da forte chuva, o Padre ouve um grande barulho, se assustando, logo descobre que era um trovão, mas ele fica parado e volta a fechar as janelas indo rezar, mas de novo escuta um grande barulho, só que, vindo da porta da Igreja.  Matheus pega um crucifixo e se dirige até a porta.

— Quem está ai? Pergunta o Padre com medo e orando a Deus.

Ele vê que ninguém responde e abre a porta, olha para os lados e não vê nada. Quando olha para o chão ele se depara com uma linda criança de olhos azuis, cabelos loiros, pele branca como a neve, lábios rosados, nariz fino. Matheus pega a linda criança e leva para dentro, começa a esquentar o leite para a pobre criança que nem sabia o que acontecia, o Padre fica encantado com aquela ser, e logo da um nome para ela enquanto dava leite que acabava de esquentar.

— Vou – te chamar de Amy! — fala o Padre emocionado, logo pensa em levar a pequena criança para a delegacia para ver se nenhuma pessoa tinha dado queixa ou algo do tipo.

Logo pela manhã o Padre Matheus leva a pequena Amy na delegacia, ao chegar se depara com a Ágata que acabara de sair.

— Padre Matheus que linda criança!

Ele ignora totalmente a mulher, lembrando do seu objetivo naquele local.

— Oi, senhor Delegado. Eu vim até aqui para saber se alguém deu queixa sobre alguma criança desaparecida? — pergunta o padre.

— Não, Matheus por quê?

Ambos cresceram juntos, sendo desta forma, o Delegado não tratava o Padre pelo seus status e sim pelo seu nome.

— De onde você tirou essa bela menininha?

— Eu a encontrei ontem de frente da Igreja na hora da chuva.

— Mas se você me disse que ninguém deu queixa ou reclamou desaparecimento…

— Então, o que eu vou fazer com essa criança Nicolas? — questiona o Padre apavorado sem saber o que fazer com a criança.

— Olha Padre, eu posso procurar nos hospitais por perto para ver, e chamar o conselho tutelar. Mas você têm ideia de quantos meses ela deva ter?

— Não senhor, ela aparenta ter uns três meses de vida.

— Hum… Está bem, vou ver primeiro pelo hospital do Campo Limpo. Enquanto isto, vou contatar o Conselho Tutelar.

Passaram – se mais ou menos uns trinta minutos. Neste tempo, Matheus, segurou, balançou, sorriu, brincou, sentou, andou, pulou… Tudo para agradar a pequena menina, que instantaneamente reagiu bem a figura do Padre. O clima só foi quebrado pela presença do Amigo – Delegado.

— Matheus!

— Sim.

O delegado chama ele de quanto.

— Amigo, temo um problema, o Conselho Tutelar está resolvendo um caso um pouco complicado, e não podem mandar neste momento ninguém para ver o caso da menina. E no Hospital, ninguém deu a luz ontem…

O Padre ouvi seriamente.

— O que farei?

— Podemos levá-la para o Hospital, e lá, eles encaminham ela para o Conselho.

Matheus repousa seus olhos na criança.

— Não. Irei esperar com ela, lá na Igreja. Pelo que eu percebo está tudo bem com a menina.

Nicolas conhecendo seu amigo desde a infância, sabe que quando Matheus toma uma decisão, nada faz ele mudar de ideia. Mesmo assim, era contra a lei, ficar com uma criança, mas naquele caso, somente os dois sabiam do fato. E ele mesmo, sabia da solidão do Padre.

A escolha da Religião tinha sido um consolo por falhar no amor, ou como Matheus alegava.

“Ser Padre é uma dádiva”

 CONTINUA…

6 comentários em “Uma História da Diocese

  1. Oi!
    Achei a história interessante, mas um pouco inverossímil, porque esse não é o modo operanti do Conselho Tutelar.

    Mas achei bacana, parabéns! 😉

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