Will you still love me in the morning?

E foi bom. Bebemos, conversamos, e juro que não fizemos nada que dois boêmios ou duas almas livres não fariam.
Você, que eu estava acostumada a ver sempre na defensiva (quase ofensiva) se fez livre como eu nunca vi. Discutimos sonhos, planos, loucuras e gosto por sorvete (café? Sério?)… e desce mais uma cerveja.
Você me contou da sua vontade de sair sem rumo e de como você transborda em si quando se emociona. A cada palavra mais eu me deliciava, degustava e desbravava sua alma. Te vi entregue como nunca havia visto, falando do presente, passado e futuro.
E assim fomos para casa, de mãos dadas pelas ruas e com beijos pelo caminho. Ao chegar fomos pro sofá, onde você deitou no meu colo e pediu cafuné. Beijos na testa, carinhos no cabelo, enquanto você falava entre bocejos até cair no sono. Ainda aproveitei um tempo te olhando até te acordar sussurrando pra irmos pra cama.
Indo para a cama você me abraçou, como nunca fez. Eu sabia que nos gostávamos mas nunca havia experienciado essa situação. Dormimos abraçadas.
Ao acordar demorei a abrir os olhos e me mexer. Não sabia se havia sonhado ou se você já havia partido. Abri os olhos e não te vi – inspirei fundo já com os olhos marejados… e você saiu do banheiro, de calcinha e camiseta me olhando envergonhada e me pedindo desculpas.
Falei que te amo com uma lágrima escorrendo. Você pegou meu queixo e levantou. Olhando em meus olhos disse que também me amava. Entre beijos e sorrisos eu sabia que teríamos todo o tempo do mundo.

 

Escrito por: Bárbara Dias 

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